segunda-feira, 23 de novembro de 2015

NA TERRA DO EMANUEL

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APÊNDICE


''NA TERRA DO EMANUEL''



Samuel Rutherford (1600-1661) foi um corajoso defensor da fé, uma honra pela qual sofreu com bravura. "Instigado por Charles II, que o odiava, o Parlamento o depôs de todos os cargos religiosos e então o intimou a comparecer perante o Parlamento. Porém, quando a intimação chegou até ele, em St. Andrews. Ao ouvir a intimação, calmamente comentou: 'tenho uma intimação de um Juiz superior'; e enviou a seguinte mensagem ao Parlamento: 'Preciso responder à minha primeira intimação; e antes do seu dia chegar, eu estarei aonde poucos reis e nobres chegam'''.
 
A Srta. Anne Ross Cousin (1824-1906), uma poetisa escocesa, se aprofundou nos escritos devocionais de Samuel Rutherford e transformou muitas das suas frases memoráveis em um hino, ''The Last Words of  Samuel Rutherford'' [''As últimas Palavras de Samuel Rutherford'', em tradução livre]. Por exemplo, ele muitas vezes se referia à ''pedra branca'' e ao ''novo nome''. Quando sua vida estava se esvaindo, ele disse: ''Eu me alimento de maná: tenho a comida dos anjos''. ''Meus olhos verão meu Redentor. Sei que Ele pisará sobre a terra no fim dos tempos, eu subirei até as nuvens para encontrá-lo no ar''. ''A glória brilha na terra do Emanuel''. No limiar da glória, ele disse: ''Dormirei tranquilo em Cristo; e, quando acordar, estarei completo em Sua semelhança. Ó, abraça-lo de verdade''. Encontramos essas frases e muitas outras no hino que ela compôs...
 
Rutherford preferia morrer como um mártir a falecer na cama. Ele declarou: ''Acho que uma forma mais gloriosa de ir para casa seria entregar a minha vida pela Causa, na praça de Edimburgo ou St. Andrews; mas me submeto à vontade do Pai''.
 
Ás vezes o poema citado aqui é chamado de "O Christ, He is the Fountain"" ["Ó Cristo, ele é a Fonte'', em tradução livre), e outras vezes, de ''Immanuel Land'' [''Terra do Emanuel'', em tradução livre].
 
Embora a terra de Emanuel se refira à terra de Israel no Antigo Testamento (Is 8.8), ele é usado aqui como um nome poético para o Céu. A Rosa de Saron representa o Senhor Jesus Cristo. A Nova Jerusalém e o Monte sião se referem à cidade celestial. Anwoth foi a cidade onde Rutherford desenvolveu um ministério frutífero ao longo do período de nove anos; e ficava ao lado do santuário de Solway.

As areias do tempo estão afundando,
Irrompe o alvorecer do Céu,
A aurora do verão por que tenho suspirado--
A bela e doce aurora desperta.
Escura, escura tem sido a meia-noite,
Mas vem o nascer do dia,
E a glória- a glória habita
Na terra do Emanuel.

Ó, que bom que é para sempre--
Ó, que é para todo sempre!
Meu ninho não está pendurado em uma floresta
Dessa costa destinada à morte.
Sim, que o mundo se desfaça,
Com a praia vista de um navio,
Enquanto a glória--a glória habita
Na terra do Emanuel.

Lá a Rosa de Saron,
Revela seu alegre florir,
E enche o ar do Céu
Com um perfume extasiante.
Ó, contemplar seu florescer,
Enquanto cercado por sua fragrância,
Onde a glória--a glória habita
Na terra do Emanuel.

O Rei em Sua beleza
Sem qualquer véu visto;
Foi uma jornada digna,
Ainda que por sete mortes passasse.
O Cordeiro, com Seu belo exército,
Lá no monte Sião está
E a glória-- a glória habita
Na terra do Emanuel.

Ó Cristo, Ele é a fonte--
Profunda e doce fonte de amor!
Das correntes da terra provei,
Mais profundo beberei acima.
Lá, à profundidade de um oceano,
Sua misericórdia se estende,
E a glória-- a glória habita
Na terra de Emanuel.

Nem mesmo Anwoth era o Céu,
Nem mesmo pregar era Cristo;
Por vezes em minha prisão castigada pelo mar
Meu Senhor e eu nos encontramos;
E sim, minha tempestade mais escura
Foi atravessada por um arco-íris,
Capturada pela glória que habita
Na terra do Emanuel.

Mas Ele construiu um Céu
Do seu imenso amor,
Pequena Nova Jerusalém,
Igual à que está acima, --
''Senhor, leva-me para além das águas'',
Foi meu alto clamor;
''Leva-me para a própria terra do amor,
Para a terra do Emanuel''.

Mas as flores precisam da calma escuridão da noite,
Da luz da lua e do orvalho;
Então Cristo, daquele que o ama
Seu brilho muitas vezes  privou.
Então, por sua ausência,
Sondei minha alma atribulada--
Mas a glória brilha sem sombra
Na terra do Emanuel.

Os pequenos pássaros de Anwoth--
Eu costumava considera-los abençoados;
Agora, em altares mais felizes
Construirei minha morada;
Sobre ela não se assoma o silêncio--
Não há túmulos ao seu redor,
Pois a glória, imortal, habita
Na terra do Emanuel.

Bela Anwoth em Solway
Para mim ainda és querida;
Mesmo às portas do Céu
Por ti derramo um lágrima.
Ó, se uma lama de Anwoth
Encontrar-me à mão direita de Deus,
Meu Céu será dois Céus
Na terra do Emanuel.

Tenho prosseguido com esforço para o Céu
Contra tempestade e vento e maré;
Agora, como viajante cansado
Que se apoia sobre seu bastão,
Entre as sombras da noite,
Enquanto se esvai lentamente, a areia da vida,
Saúdo a glória surgindo
Da terra do Emanuel.

Águas profundas cruzam o caminho da vida,
A ponta dos espinhos era afiada;
Agora, tudo isso ficou para trás--
Ó, uma harpa bem afinada!
Ó, juntar-me ao Aleluia
Com o conjunto mais que triunfante,
Que canta onde a glória habita,
Na terra do Emanuel.

Com misericórdia e com justiça
Minha teia do tempo Ele teceu;
E sim, as gotas de tristeza
Foram lustradas com Seu amor.
Bendirei a mão que guiou,
Bendirei o coração que planejou,
Quando entronizado onde a glória habita
Na terra do Emanuel.

Logo o cálice da glória
Lavará as mais amargas aflições da terra,
Logo a roseira brava do deserto
Se transformará na rosa do Éden:
A maldição se tornará uma benção--
O nome que na terra foi banido,
Será gravado na pedra branca
Na terra do Emanuel.

Ó, eu sou do meu Amado,
E meu Amado é meu!
Ele leva um pobre e vil pecador
Para Sua ''sala do banquete''.
Estou lá por Seu mérito,
Não há outra razão,
Nem mesmo onde a glória habita
Na terra do Emanuel.

A noiva vê suas vestes,
Mas o rosto do seu amado Noivo;
Não contemplarei a glória,
Mas meu Rei da Graça--
Não a coroa que Ele dá,
Mas Suas mãos perfuradas:
O Cordeiro é a glória
Da terra do Emanuel.

Carreguei despreza e ódio,
Carreguei erro e vergonha,
Os orgulhosos da terra me ressentiram,
Pois bendito nome de Cristo:--
Onde Deus Seu belo selo colocou
Carimbaram sua imunda marca;
Mas o juízo brilha como o meio-dia
Na terra do Emanuel.

Chamaram-me perante eles,
Mas não poderei ir até lá, --
Meu Senhor diz ''Venha cá acima'',
Meu Senhor diz ''Bem-vindo ao lar''
O Rei dos reis, perante Seu trono,
Ordena que me apresente lá,
Onde a glória, a glórias habita
Na terra do Emanuel.


(Extraído do Livro: ''O Céu'' de William Macdonald, Apêndice, p.93, 94, 95, 96, 97, 98 e 99)







 

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